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riscos_e_rabiscos

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Apetece-me.

 

Apetece-me um dia de primavera

Apetece-me a carícia do sol na cara

Apetece-me um beijo com sabor a mar

Apetece-me o cheiro das magnólias

Apetece-me uma flor nos cabelos

Apetece-me a brisa suave que percorre os campos

Apetece-me o frescor de um gelado na boca

Apetece-me um afago na mão

Apetece-me sentir o calor da terra nos pés descalços

Apetece-me o aroma intenso de um café acabado de fazer

Apetece-me a inocência do primeiro amor

Apetece-me fazer amor contigo pela primeira vez

 

Simplesmente… Apetece-me!

 

 

Traçar Objectivos

 

Acordei eram 11.30h. Dei-me a um luxo que já há muito não me dava: Fiquei na cama mais um bocadinho. O meu organismo tem um relógio interno que me faz acordar sempre cedo.

 

Fui desafiada pela minha amiga S. para ir tomar um café. Entre ficar em casa a fazer planificações e materiais para as aulas e tomar um café e trocar dois dedos de conversa, escolhi a segunda opção.

 

Precisava de desabafar sobre a cirurgia do bypass. Interessa-me saber o que as outras pensam do assunto. O que elas fariam caso estivessem numa situação como a minha.

Continuo a defender que esta cirurgia só após ter esgotado todos os recursos.

Sinto-me a viver um pesadelo. Como se tivesse uma guilhotina pendente sobre a minha cabeça.

Cada vez estou mais convicta que a minha resposta a esta cirurgia radical é “NÃO”! Quero arriscar outras hipóteses.

 

Como hão-de calcular, não tenho feito outra coisa nas últimas 48 horas senão pensar sobre este assunto. Não me consigo libertar dele. Apesar de já ter definido na minha cabeça o que quero. Já chorei, já desabafei e já estou farta de pensar sobre o assunto.

 

Como o dia estava bom, eu e a S. rumámos para a costa da Caparica. Estava um dia solarengo e de temperatura agradável.

O mar continuava belo como sempre e disse-me que tinha saudades de mim. Eu respondi-lhe que as saudades que tinha dele eram mais que muitas mas nunca me esquecia dele, do seu cheiro, da sua cor, do seu sabor…

Tomámos o nosso café a contemplar o mar. Deixámo-nos embalar pelo vaivém das ondas. O sol acariciava-nos meigamente através das frestas do toldo.

O mar teve um efeito calmante em mim.

 

Pusemos a conversa em dia. Pensámos e reflectimos sobre os assuntos das nossas vidas que nos atormentam. Ponderei, novamente, sobre a cirurgia. A S. tem a mesma opinião do que eu: cirurgia só em último recurso.

Decidi que iria modificar os meus hábitos alimentares e fazer uma dieta alimentar restrita. Com ou sem ajuda. Tenho de tentar.

Tanto a S. como eu sabemos que uma dieta feita com um controlo apertado dá resultado. Sentimo-lo na pele há uns anos atrás. E não fugimos da linha, por isso, obtivemos excelentes resultados.

 

Vou falar com a minha médica de família e expor-lhe o caso para ver o que ela me aconselha, embora eu já saiba que ela vai defender o bypass. Mas eu vou explicar-lhe como me sinto e o que penso. E mais uma vez vou pedir-lhe ajuda.

Com ajuda ou sem ajuda, agora vai tratar-se de uma batalha pessoal, comigo mesma. A minha força de vontade tem de ser maior do que a tentação. Não vou desistir e quero conseguir!!!

 

“Querer é poder. É a vontade que move montanhas.”